Vendas da Tesla, de Elon Musk, despencam, e empresa vive ‘colapso’, dizem especialistas
- Jornal Daki
- há 6 horas
- 3 min de leitura
Concorrência pesada da chinesa BYD e participação de Musk no governo Trump têm sido apontados como fatores da queda

Ao que tudo indica, ter assumido um cargo no governo do presidente dos EUA, Donald Trump, não fez bem aos negócios do bilionário sul-africano Elon Musk. As vendas de carros elétricos da Tesla, empresa chefiada por ele, despencaram para o menor nível dos últimos três anos, segundo reportagem da BBC News. Para piorar, especialistas veem a empresa em colapso e prospectam um cenário de difícil recuperação.
De acordo com a reportagem, a Tesla vendeu quase 337 mil unidades nos primeiros três meses de 2025, queda de 13% em relação ao mesmo período do ano passado.
Depois da divulgação dos resultados, as ações da empresa recuaram no início do pregão de quarta-feira (2/4). Nesta sexta-feira (4), os papéis da Tesla operam com queda de 3,70%.
Esse movimento piorou desde que foi anunciado o plano tarifário de Trump, que tem feito os mercados globais operarem em queda desde então. As ações de tecnologia sentiram fortemente o baque.
Concorrência pesada da BYD tem prejudicado a Tesla
O “tarifaço” de Trump tem como principal alvo a China, país que tem poderio para brigar “olho no olho” com o governo estadunidense. E é justamente uma empresa chinesa que tem sido o calcanhar de Aquiles da Telsa: a BYD.
Além disso, especialistas apontam que o papel controverso de Musk na administração Donald Trump também tem uma influência nesse fenômeno.
Por sua vez, a empresa atribuiu a queda nas vendas à transição para uma nova versão de seu carro mais popular.
Na rede social X (antigo Twitter), da qual Musk é dono, Ross Gerber, um dos primeiros investidores da Tesla, do grupo Gerber Kawasaki Wealth and Investment Management, tuitou que “os números são péssimos”. E completou: “A Tesla está em colapso e pode ser que não se recupere”.
Gerber foi um apoiador de Musk, segundo a reportagem da BBC News, mas recentemente pediu que o conselho da empresa removesse o bilionário do cargo de CEO.
Ondas de protesto
Durante a semana, algumas notícias davam conta da saída de Musk do governo Trump. No entanto, ele negou as notícias, chamando-as de “fake news”. Quando a notícia veio a público, as ações da Tesla voltaram a subir. Depois, caíram de novo com o tarifaço e a negativa de sua saída.
Musk lidera a iniciativa do Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês) de Trump, criada com o objetivo de cortar gastos e reduzir o volume de servidores federais.
A participação dele no governo tem gerado uma onda de protestos e boicotes ao redor do mundo, incluindo protestos em concessionárias da Tesla nos Estados Unidos e na Europa.
Veículos da empresa também foram vandalizados — e Trump chegou a dizer que o governo acusaria pessoas que atacassem carros da montadora de “terrorismo doméstico”.
Por ser considerado um funcionário especial do governo, por lei Musk só pode servir no governo por 130 dias durante o ano, o que significaria que ele teria de deixar o posto até meados de junho.
O chefe da Tesla é o homem mais rico do mundo e contribuiu com mais de US$ 250 milhões (R$ 1,4 bi) para ajudar Trump a ser eleito nas eleições de novembro de 2024.
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