Prefeitura do Rio recorre e consegue manter leilão de terreno do estádio do Flamengo para esta quarta (31)
- Jornal Daki
- 31 de jul. de 2024
- 3 min de leitura
Justiça Federal tinha suspendido certame alegando que desapropriação do terreno do Gasômetro não poderia ter sido feita pela prefeitura, e sim pela União. Leilão tem lance inicial de R$ 138 milhões
A Prefeitura do Rio conseguiu reverter, na manhã desta quarta, a decisão da Justiça Federal que havia suspendido o leilão do terreno do Gasômetro, na Zona Portuária da capital, onde o Flamengo pretende construir o seu estádio. A decisão foi obtida em primeira mão pela Rádio CBN e é assinada pelo desembargador federal Guilherme Calmon Nogueira da Gama, do Tribunal Regional Federal da Segunda Região.
Na determinação, o magistrado afirma que há uma "premissa equivocada na decisão", no sentido de que o imóvel seria de propriedade da Caixa Econômica Federal. O desembargador pontua que essa questão, da propriedade dos terrenos, já foi rejeitada em outra ação, mas que independentemente disso, a suspensão às vésperas da realização de leilão poderia causar violação à ordem pública administrativa, com risco de danos graves e irreparáveis ao interesse público.
A determinação narra que a suspensão do leilão, neste momento, poderia comprometer a competição do certame, que busca revitalização urbanística de uma área estratégica abandonada e "altamente contaminada", na Zona Portuária do Rio de Janeiro.
Para o desembargador, o projeto tem potencial de regatar o valor cultural do espaço, atrair investimentos, empregos, renovação e modernização de áreas deterioradas. Com a determinação, o leilão volta a poder ser realizado nesta quarta, às 14h30, no Rio de Janeiro.
Entenda o caso
O pedido de suspensão havia sido feito pelo advogado Vinicius Montes Custódio. Numa rede social, ele diz ser “fanático pelo Clube de Regatas do Flamengo”, e que precisou “colocar a paixão clubística de lado”. Vinícius diz que o propósito do texto não é atacar o Município do Rio de Janeiro ou o Clube de Regatas do Flamengo.
“Meu intuito é, na qualidade de advogado, pugnar pela boa aplicação das leis e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas brasileiras, assim evitando que minha cidade e clube do coração fiquem nacionalmente marcados por esse equívoco”, afirmou.
Nesta segunda-feira, a própria Caixa Econômica já havia entrado com uma liminar para derrubar o leilão, mas o pedido foi negado pela pelo juiz Carlos Ferreira de Aguiar, da vigésima quarta Vara Federal do Rio. A Caixa ainda tentava reverter a venda para conseguir aumentar o valor do terreno. A prefeitura publicou em Diário Oficial que o lance mínimo para aquisição do espaço é de R$ 138 milhões, mas o banco público avaliava a área em R$ 250 milhões.
No último dia 16, município e Caixa Econômica Federal realizaram uma reunião em Brasília para debater os valores. O prefeito Eduardo Paes saiu do encontro afirmando que as coisas "encaminhavam bem". Na ocasião, o deputado federal Pedro Paulo, que medeia as negociações, afirmou à CBN que não acreditava que o banco iria judicializar os valores.
O Flamengo aparece como o principal interessado no espaço. Anteriormente, o clube fez uma proposta de 146 milhões à Caixa. Ainda nesta segunda, o Conselho Deliberativo do clube aprovou os termos para o leilão e a construção do estádio: o projeto custará em torno de um R$ 1,7 bilhão.
Caso saia do papel, a expectativa é que o estádio seja construído a partir de 2025.
O que diz a prefeitura
A Prefeitura do Rio, por meio da Procuradoria do Munícipio, obteve na manhã desta quarta-feira (31/7) junto a à Presidência do Tribunal Regional Federal da 2° Região autorização para realizar o leilão do terreno do Gasômetro, cujo procedimento havia sido suspenso por força de liminar.
Com a decisão, tomada após o deferimento do pedido de Suspensão de Liminar protocolado na noite de ontem (30/7) pela Procuradoria do Município, o leilão do imóvel, aberto a todos os interessados e que tem como objetivo a renovação urbana da região da Zona Portuária, ocorrerá hoje, às 14h30.
*Com informações CBN
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