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No STF Gonet acusa: 'Bolsonaro liderou organização criminosa para se manter no poder'

Foto do escritor: Jornal DakiJornal Daki

O procurador afirmou que, após a vitória de Lula (PT) nas eleições, os meses seguintes foram marcados por ações perturbadoras

Paulo Gonet durante julgamento de Jair Bolsonaro: PGR afirmou que o ex-presidente liderou uma organização criminosa com o objetivo de se manter no poder – Foto: Reprodução
Paulo Gonet durante julgamento de Jair Bolsonaro: PGR afirmou que o ex-presidente liderou uma organização criminosa com o objetivo de se manter no poder – Foto: Reprodução

Nesta terça-feira (25), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou no Supremo Tribunal Federal (STF), que Jair Bolsonaro liderou uma organização criminosa com o objetivo de se manter no poder.


A declaração foi feita durante o julgamento que analisa a denúncia contra o ex-presidente e outros sete acusados de integrar o núcleo central da trama golpista de 2022. Segundo o procurador, os planos começaram em 2021 e seguiram até o ataque de 8 de janeiro de 2023.


Gonet disse que o grupo “documentou seu projeto” e apresentou provas como manuscritos, arquivos digitais, planilhas e mensagens. “A organização tinha por líderes o próprio presidente da República e o seu candidato a vice-presidente, general Braga Netto”, afirmou. Ele também destacou o uso de redes sociais para espalhar mentiras e estimular a ruptura institucional.



Durante a sustentação oral, Gonet citou episódios que, segundo ele, mostraram o avanço do plano golpista. Entre eles estão o discurso de Bolsonaro no 7 de setembro de 2021, as críticas constantes às urnas eletrônicas e a reunião com embaixadores em julho de 2022. “Buscava-se tornar aceitável e até esperável o recurso à força contra o resultado eleitoral de derrota”, disse.


O procurador afirmou que, após a vitória de Lula (PT) nas eleições, os meses seguintes foram marcados por ações perturbadoras. Ele mencionou tentativas de pressionar militares e o uso de influenciadores para atacar a legalidade. “Quando um Presidente da República reúne a cúpula das Forças Armadas para expor planejamento minuciosamente traçado para romper com a ordem constitucional, tem-se ato de insurreição em curso”, declarou.


A denúncia apresentada pela PGR envolve 34 pessoas acusadas de crimes como golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, entre outros.


O julgamento desta terça trata dos oito principais acusados, entre eles Bolsonaro, Braga Netto, Augusto Heleno e Anderson Torres. As penas podem chegar a 43 anos de prisão.





Via DCM.


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