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Lei pode beneficiar 'mata-mosquitos' que tiveram contato com inseticida cancerígeno

Comissão aprova projeto que obriga governo a custear assistência à saúde de servidores que tiveram contato com DDT

Deputado Dimas Gadelha relata projeto na Câmara/Foto: Agência Câmara
Deputado Dimas Gadelha relata projeto na Câmara/Foto: Agência Câmara

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5489/23, que obriga o governo a pagar os custos da assistência à saúde para servidores que, no trabalho, tiveram contato com inseticidas carcinogênicos.


Pela proposta, serão beneficiados os servidores da extinta Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam) e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), popularmente conhecidos como "Mata-mosquitos", admitidos até 31 de dezembro de 1994, bem como os dependentes naturais.


O relator, deputado Dimas Gadelha (PT-RJ), recomendou a aprovação. “Essa proposta poderá compensar e remediar os problemas existentes e, ao mesmo tempo, buscar que não venham a se repetir”, afirmou. “Infelizmente, não é possível desfazer o ocorrido, no caso a exposição a agentes tóxicos e patogênicos. A verdade é que, na época, não se sabia a total extensão dos riscos dos inseticidas e dos potenciais malefícios à saúde.”


Antigamente, servidores daqueles órgãos utilizavam, no exercício das atividades, produtos como DDT (Dicloro-Difenil-Tricloroetano) e Malathion em ações contra mosquitos transmissores da malária, da febre amarela e de outras doenças.


O DDT deixou de ser empregado no combate às endemias em 1998, devido à alta toxicidade. A fabricação, a importação, a exportação, a manutenção em estoque, a comercialização e o uso de DDT foram proibidos no Brasil pela Lei 11.936/09.


“Os servidores de combate a endemias que se dedicaram à proteção de toda sociedade foram expostos a inseticidas que retiraram anos de suas vidas e das suas famílias”, disse o autor da proposta, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).


“Diversos estudos relacionam a contaminação por DDT com a maior incidência de diversos tipos de câncer, sobretudo de pâncreas, de mama e de próstata, além de efeitos que potencializam tumores preexistentes”, explicou o parlamentar.


Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


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