Impressões sobre as eleições em São Gonçalo
- Jornal Daki
- 9 de out. de 2024
- 2 min de leitura
Por Helcio Albano
As eleições acabaram. Com vitória acachapante de capitão Nelson (PL) em cima dos adversários. E, como reflexo disso, uma nova composição na Câmara com a menor taxa de renovação dos últimos 30 anos.
Se historicamente a taxa variava entre 50% e até 70% de renovação, este ano apenas 33% das 27 cadeiras terão novos nomes. A grande maioria deles já da base do governo.
Apenas 3 candidatos venceram com votos da oposição: Juliano Freitas (PT), Isaac Ricalde (PCdoB) e Dejorge (PDT) que, segundo corre nos bastidores, já negocia a entrada na base de apoio do capitão. Isso faz com que as projeções de encolhimento progressista na Câmara se confirmem. E não se sabe qual tamanho e profundidade das trincheiras de oposição Juliano e Isaac vão construir na casa legislativa.
Pelo o que se ouve à sorrelfa, e pelas movimentações que estão sendo feitas, a eleição pra Câmara foi marcada pelo abuso de poder econômico. A boca de urna correu solta com dinheiro grosso.
Alguns candidatos, montados na grana, concorreram com status de majoritária. Isso chamou a atenção do Ministério Público Eleitoral (MPE), que deve apresentar ainda esse mês denúncia ao TRE.
E pra quem queria saber o real tamanho da esquerda e do progressismo em SG, toma: 13,73% do eleitorado. Que vem a ser o somatório dos 63.025 votos da rapaziada canhota que disputou a eleição contra forças que se orgulharam em se declarar de direita e conservadora na campanha.
Em São Gonçalo, o fisiologismo abraçou a ideologia e vice-versa.
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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.