187 países se pronunciam contra o bloqueio dos EUA a Cuba na Assembleia Geral da ONU
- Jornal Daki
- 30 de out. de 2024
- 2 min de leitura

Mais uma vez, a imensa maioria dos países do mundo expressou de forma inequívoca sua condenação ao bloqueio que os Estados Unidos mantêm contra Cuba e exigiram o fim da imposição unilateral.
Pela 32ª vez consecutiva, nesta quarta-feira (30), a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a resolução intitulada A necessidade de acabar com o embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos.
Após dois dias de debates, nos quais representantes de mais de 60 países tomaram a palavra para condenar as ações de Washington, a resolução foi aprovada por uma maioria esmagadora: 187 países votaram a favor da proposta de Cuba, tendo apenas uma abstenção (Moldávia) e os dois tradicionais votos contra dos Estados Unidos e de Israel.
A resolução apresentada por Cuba se baseia na "igualdade soberana dos Estados, na não intervenção e na não interferência em seus assuntos internos e na liberdade do comércio e da navegação internacionais, consagrados em numerosos instrumentos jurídicos internacionais". Os países também expressaram sua oposição à inclusão de Cuba na lista unilateral elaborada por Washington de "países que patrocinam o terrorismo".
Pronunciaram-se categoricamente a favor da retirada de Cuba da lista, afirmando que a nação caribenha tem se caracterizado por sua solidariedade em tempos de crises nacionais e internacionais.
Todos os anos, desde 1992, Cuba tem apresentado o texto ao mais alto órgão deliberativo e representativo das Nações Unidas. Desde então, ano após ano, a resolução tem sido adotada por uma maioria esmagadora. Apenas com o voto contrário dos Estados Unidos e de Israel, junto com um aliado ocasional.
Por meio de sua conta no X/Twitter, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel Bermúdez comemorou o triunfo, afirmando que "o pequeno Davi derrotou mais uma vez o gigante Golias", acrescentando que "a pequena Cuba derrotou mais uma vez o império vizinho, que certamente ignorará a exigência do mundo com arrogância, mas a dignidade desse povo e a solidariedade universal o derrotaram mais uma vez".
*Com informações Brasil de Fato
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